Bruno Vilela – Hermes

Hermes

Hermetismo, Caibalion, Alquimia. Bruno Vilela cria obras que revelam visualmente o conhecimento do grande mestre, Hermes Trismegisto, O três vezes grande. São pinturas, desenhos e fotografias que surgem de um profundo mergulho no tema. As escrituras falam que Deus, O TODO, é indizível e incognoscível. A arte tem então a vocação de mostrar justamente o que não se consegue explicar com palavras. Hermes é uma grande instalação que comemora 20 anos de careira do artista na Galeria Amparo 60. As obras são costuradas por textos nas paredes, símbolos e ícones ressignificados pelo artista.

 

Abertura 26 de julho de 2018 a partir das 19h
Visitação de 27 de julho à 15 de setembro
Terça a sexta, das 10h às 19h.
Sábados das 11h às 17h.

Ramsés Marçal – Contrapeso

A dor e a solidão causadas por uma perda pessoal foram combustíveis essenciais para a criação do mais novo trabalho do artista plástico pernambucano Ramsés Marçal. ContraPeso reúne fotografias, desenhos, esculturas, música e vídeos que retratam o vazio e o sofrimento vividos por ele em um período de sua vida logo após a morte do seu pai em 2015. A exposição do que foi produzido pode ser conferida, no Recife, a partir do próximo dia 29 de maio de 2018, na Galeria Amparo 60, que inicia o projeto Veraneio, cujo foco são exibições de artistas que não façam parte do seu casting.

Ramsés Marçal estudou na Florence Academy na Itália e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Atua entre artes plásticas e design. Como artista, participou de diversos grupos de pesquisa e, durante os quinze anos em que morou em São Paulo, manteve um ateliê coletivo de produção onde, junto com Miguel Sanches, criou o projeto ‘Fogo’, voltado para atuar conceitualmente na fronteira entre arte contemporânea e design. Sua última exposição, “Bursa”, aconteceu em São Paulo, em 2016, e foi promovida em parceria com a Galeria Emma Thomas.

Sobre a nova mostra, o artista explica: “Em 2017, morando um tempo no sertão de Pernambuco, na cidade de Floresta, onde desenvolvia um trabalho, comecei a formatar ContraPeso, em meio a solidão e a embriaguez de um ambiente árido e hostil; foi quando me aprofundei nas leituras e entrelinhas sobre a vida e a dor. ContraPeso começou então a se concretizar e a dialogar com as divergências entre Schopenhauer e Nietzsche acerca da dor e do niilismo”.

Ao todo são sete fotos grandes p&b em papel algodão, dois desenhos, uma escultura e quatro vídeos. Em um dos vídeos, feitos nas palafitas do bairro dos Coelhos, ele está dentro de uma pocilga sentado e vestido com uma máscara de papelão. Tem, sobre o peito, como uma espécie de colar, um coração bovino de um lado e uma pedra do outro. Os porcos que estão circulando começam a ficar agitados com a presença do artista. Uma das obras mais emblemáticas da Exposição, a escultura ContraPeso, foi feita com suporte de madeira freijó, cabos de pesca misturados com couro na cor café, coração de couro e tecidos na cor café, costurados com linhas pretas de espessuras variadas.

 

ContraPeso – Ramsés Marçal

Abertura 29 de maio de 2018, a partir das 18h

Visitação de 30 de maio a 23 de junho.

Terça a sexta, das 10h às 19h.

Sábados das 11h às 17h.

Galeria Amparo 60 Califórnia

Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14

Boa Viagem, Recife – PE

+55 81 3033.6060

Coletiva – A noite não adormecerá

A noite como o lugar do breu, do silêncio absoluto, da cidade morta, da mata escura onde nada se vê e tudo se teme. Ou a noite insone da pista de dança, das sirenes da polícia, dos bichos à espreita, da música que pulsa, do êxtase, do sexo, do fantástico. A noite em claro como fruto de um esgotamento tão extremo que não permite o relaxamento dos músculos e dos olhos: o cansaço da lida, a memória do abismo. A noite vasta e necessária para a construção de um ato de revide, que amola os fios para abrir num só golpe o topo dos vulcões e deixá-los jorrar a potência de séculos de espera. “A noite não adormecerá jamais nos olhos das fêmeas/ pois do nosso sangue-mulher/ de nosso líquido lembradiço/ em cada gota que jorra/ um fio invisível e tônico/ pacientemente cose a rede/ de nossa milenar resistência”, escreve a poeta mineira Conceição Evaristo, em um poema-libelo sobre a resistência feminina.

Os corpos, as subjetividades e os territórios femininos foram e são reiteradamente colocados no lugar da subvalorização e da desimportância, e é sobre o gestar de uma resposta que este grupo fala. As onze artistas que compõem esta mostra coletiva apresentam aqui trabalhos que transitam por diversos suportes, discursos e técnicas, mas que trazem em seu conjunto a pujança de uma subjetividade que se impõe com a força de uma arma de combate. Falam das potências do corpo, da crise política, da tortura, do prazer, do racismo, da violência de gênero, do espírito e do espiritual, do medo, da geografia, do sonho, do delírio, da resistência. As artistas prezam, aqui, pela aspereza e insurgência dos seus corpos, dos seus territórios e das suas representações. Não há delicadeza possível agora, pois que é preciso dizer e dizer-se ao mundo com urgência. Alice Vinagre, Amanda Melo da Mota, Clara Moreira, Gio Simões, Juliana Lapa, Juliana Notari, Mariana de Matos, Marie Carangi, Regina José Galindo, Regina Parra e Virgínia de Medeiros compõem esta exposição coletiva.

A noite não adormecerá – Curadoria: Julya Vasconcelos
Artistas: Amanda Melo da Mota, Clara Moreira, Gio Simões, Isabela Stampanoni, Juliana Lapa,
Juliana Notari, Maré de Matos, Marie Carangi, Regina Galindo, Regina Parra e Virgínia de
Medeiros
Abertura 1 de marco de 2018, a partir das 19h
Visitação de 2 de março a 21 de abril.
Segunda à sexta, das 10h às 19h.
Sábados das 11h às 17h.
Galeria Amparo 60 Califórnia
Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14
Boa Viagem, Recife – PE
+55 81 3033.6060

Segunda a sexta: 10h às 19h
Sábado: 11h às 17h

+55 81 3033.6060

+55 81 99986.0016

galeria@amparo60.com.br

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco