Amanda Melo da Mota

 

Amanda da Melo Mota, natural de São Lourenço da Mata-PE, é graduada no curso de Educação Artística da Universidade Federal de Pernambuco, vive e trabalha em São Paulo-SP.

O trabalho de Amanda Melo da Mota pesquisa nas relações com o tempo e o espaço, paisagens e corpos, as várias formas e meios de encontros com grupos que alimentam suas investigações e estabelecem dinâmicas capazes de integrarem práticas terapêuticas possíveis de se desdobrarem em visualidades e vivências poéticas. A artista também se preocupa em retornar e refletir criticamente sobre a relação humana com a natureza nos dias de hoje, trazendo possibilidades de visões em movimentos gerados por uma espécie de sintropia (como na agricultura sintrópica do Ernest Götsch), alternativa ao
estado entrópico do mundo. Sua produção mais recente está vinculada a encontros com grupos que celebram solstícios e equinócios, realizados nos sítios arqueológicos e monumentos megalíticos da ilha de Florianópolis. Os encontros revelaram um solo poético para que fossem desenvolvidas obras cuja presença do corpo apresenta
uma perplexidade diante do inexplicável. Investiga as pedras e as plantas da ilha a partir de grupos específicos como os pesquisadores de arquoeastronomia, rezadeiras e o grupo de mulheres do Coletivo Elza. Insere a experiência do corpo em inspeções reais, sonhadas e fabuladas criando imagens que dialogam com as novas práticas em tempos de confinamento, observando e sentindo o corpo que vibra a partir da ausência dos deslocamentos no contexto atual.
Amanda percorreu as regiões da ilha nos períodos desses eventos para inserir-se na paisagem e nela fazer parte. Mapeia os tempos e por eles perfura o passado, devolvendo-o ao presente, nessa investigação que parte também de ações performáticas realizadas pela artista. Estar no entre, no corpopaisagem, no mergulho sobre essas temporalidades e por vivências solitárias ou coletivas dessas ações, nas fronteiras anacrônicas de um passado científico e mítico, propondo assim cosmografias atemporais.
Trazer para a contemporaneidade as relações de um pensamento mítico, estreitamente alinhado com pensamentos filosóficos do agora, interessanos, sobretudo, na descoberta ou reinvenção, como um instrumento que permite acessar o desenvolvimento do processo de conhecimento de uma realidade
via conservação de descobertas transmitidas por ancestralidades, de geração em geração, em narrativas que não devem deixar de existir. É pela vivência, escuta e palavras que Amanda condensa a experiência e desdobra em suas obras pelas mãos e olhos que vão repassando os saberes transgeracionais.
Nas palavras da artista, suas obras cavoucam sobre: pedras que falam, corpo mulher que pode ser qualquer corpo, corpo mulher matriz que gera, faz crescer, se espalha. Também contém uma alquimia que reza por mudanças desse cultivo do mono, daquilo que não tolera o diverso, pois em si não tolera a vida como ela de fato é. Isso está aí no pensamento patriarcal histérico. Imagens que revelam estados possíveis de resposta a séculos de dominação. Reconciliação com a natureza, respeito a suas forças e aos seus elementos. As forças que geram e nos conectam com uma cosmogonia transgeracional, com leituras de linguagens simbólicas das diversas naturezas.
A auscultação e a transmissão surgem, assim, como forças dotadas de uma espiritualidade, do universo feminino e resistente nas obras de Amanda, de uma força sensível que exclama e proclama respeito ao passado e a reconstrução, criação ação tão necessária de ser resgatada no contemporâneo, que se conserva pela arte para além do ciclo de vida e morte, capaz de por si própria reevocar conhecimentos e acontecimentos passados que se estabelecem nas ações do presente prefigurando o futuro em atravessamentos de tempos.
Juliana Crispe (curadora)

FORMAÇÃO LIVRE- Formação básica em Constelação Familiar pela Hellinher Schule SP-
2017- Formação em Radiestesia Genética- Ceata- SP 2014 Formação em Constelação Familiar
pelo Instituto Constelar- Recife - PE 2014. Para Uma Teoria da Arte – Tierry DeDuve, PE-2004
Dynamyc Encounters – Londres, 2003.
PRÊMIOS - 2009 Prêmio do 47o Salão de artes de Pernambuco; 2007 Prêmio do 29o Salão
Nacional de Arte de Belo Horizonte, Bolsa Pampulha 2007 Prêmio Projéteis- Funarte – Rio de
Janeiro; 2005 Semana de Artes Visuais do Recife SPA; 2004 Prêmio Chamex de Arte Jovem -
Instituto Tomie Ohtake – SP; 2004 Prêmio Aquisição – VII Bienal do Recôncavo Baiano; 2003
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS - 2019 14 Bienal de Curitiba -Pólo Florianópolis; 2011 Centro
Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza – CE; 2011 Galeria Moura Marsiaj – SP; 2010 Centro
Cultural São Paulo – SP; 2008 Galeria Mariana Moura – Recife – PE; 2008 Funarte – Rio de
Janeiro – RJ; 2007 Centro Cultural Banco Real- Recife - PE
EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2021 Exposição 4x5.4-Corpo Galeria Marília Razuk; 2019 14
Bienal de Curitiba- SC; 2019 Segunda Bienal do Barro- PE; 2019 À Nordeste- Sesc 24 de Maio-
SP; 2017 Evoé- galeria Amparo 60- PE; 2016 Vértice- Coleção Sérgio Carvalho- Centro
Cultural Correios- SP; 2016 Dissonância- Getty Institute- Los Angeles. EUA; 2016 Elefante
Branco com paninho em Cima- MIS- SP; 2016 Em Espera- Museu Murilo La Greca- PE e
MACC – Campinas- SP; 2015 Coletiva da residência na Sanskriti Foundation- Nova Delhi-
India; 2015 Festival Materiais Diversos- Portugal; 2015 Vértice- Centro Cultural Correios- RJ;
2014 Valsas- Galeria Amparo 60- PE; 2014 Corpos insurgentes- SESC Vila Mariana-SP; 2013
18o Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil- SP; 2013 33o Panorama da Arte
Brasileira- SP; 2013 64o Salão de Abril- CE; 2012 Metrô de Superfície – Paço das Artes- SP;
2012 Novas Aquisições 2010-2012 MAM do Rio – RJ; 2011 32o Panorama da Arte Brasileira –
SP; 2011 Exposição de Verão - Galeria Box 4- RJ; 2009 Arte Pará; 2009 Rosa dos Ventos –
Funarte – DF; 2008 29o Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte – MG; 2007 Para Onde Vai –
Galeria Mariana Moura – Recife – PE; 2006 Projeto Rumos de Artes Visuais - São Paulo - Rio
de Janeiro - Belém 2004 Arte Pará; 2004 Latin American Contemporary Art – Light Galery –
Londres;2004 Prêmio Chamex de Arte Jovem – Curitiba - São Paulo – Recife – Brasília.
COLEÇÕES PÚBLICAS *MAM- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro- Rio de Janeiro.
com seis desenhos da série Sal é Mar *Museu de Arte da Pampulha- Belo Horizonte- Minas
Gerais.
com o trabalho “Album20102008” *Centro Cultural Banco do Nordeste- Banco do Nordeste
Cultural Center- Fortaleza- Ceará. fotografia sem título/ video Isolante/ seis desenhos da série
Sal é Mar. *Centro Cultural Dragão do Mar – Fortaleza- Ceará. Cinco desenhos da série Sal é
Mar.

Segunda à sexta: 10h às 18h
(outros horários com agendamento prévio)

telefone: +55 81 3204-9207

whatsapp: +55 81 99986.0016

[email protected]

Rua Artur Muniz, nº 82, 1º andar, salas 13 e 14 (Entrada pelo restaurante Alphaiate)
Boa Viagem | Recife | Pernambuco