MARCELO SILVEIRA – COMPACTO COM PACTO

Marcelo Silveira monta nova exposição na Amparo 60 

 Nova exposição Compacto Com Pacto mantém a proposta central de provocar diálogos, mas dessa vez eles são feitos entre as obras individuais do artista e com o espaço da galeria 

Desde 2016, Marcelo Silveira traz em suas obras a importância dos pactos, criados a partir da comunicação entre pessoas e elementos diversos entre si. Após três edições (2016, na Amparo 60, e 2017, com apoio do Funcultura nas cidades de Triunfo e Floresta, no sertão pernambucano) da mostra Compacto Com Pacto – que tem, desde o primeiro momento, a intenção de provocar o diálogo e fazer refletir sobre a necessidade dele na sociedade – o artista volta ao Recife, na galeria Amparo 60, com mais uma proposta de convergência, mistura, consenso. A quarta composição da mostra Compacto Com Pacto tem início em 10de novembro, na antessala da galeria. 

Diferentemente das três mostras anteriores (que traziam outras peças em diálogo com trabalhos de outros artistas, com a comida e tradições de uma cidade), a nova versão de Compacto Com Pactopõe as peças individuais de Marcelo Silveira em diálogo constante entre si mesmas, formando uma única peça grandiosa, uma escultura de madeira, e com as paredes da galeria, revestidas em cartazes de papel italiano, com dobras e colagens. A exposição ocupa toda antessala da Amparo 60, na zona sul do Recife, promovendo o diálogo não só com as peças, mas também com o próprio espaço, e podendo ser fruída através da vitrine da entrada mesmo quando a galeria está fechada. 

A nova exposição faz parte do Projeto Mirada, da Amparo 60, que vai apresentar quatro exposições nos próximos meses, sempre no mesmo espaço, a antessala da galeria. Além de Marcelo, participam do projeto Fefa Lins, José Paulo e Clara Moreira. A ideia é, a partir da mirada, do olhar, pelo espaço reduzido, mas que é, ao mesmo tempo, uma vitrine, ampliar o alcance das obras. O projeto, que nasce neste momento de pandemia, terá um caráter virtual, muito forte com visitas guiadas digitalmente para as exposições, aliado a possibilidade do presencial. Unindo as quatro mostras, a nova parceria – ou mesmo um diálogo – entre Amparo 60 e SpotArt  vai promover a criação de pôsteres de serigrafia para as quatro mostras. 

O primeiro cartaz da exposição Compacto Com Pacto, de 2016, ganhou novas cores e elementos para as duas mostras realizadas em 2017, e, agora, em 2020, ganha novos elementos, representando os diálogos propostos por Marcelo Silveira, que podem ser entre as possibilidades do hoje ou também entre o ontem e o amanhã. Os novos cartazes feitos pela SpotArt também integram a exposição. 

Segundo a curadora, Mariana Oliveira, Compacto Com Pactotem a intenção de trabalhar a importância do ouvir, da conversa e da troca. “Hoje, vivemos hiperconectados, aparentemente dialogando demais, mas na verdade estamos todos falando sem que ninguém queira ouvir verdadeiramente, não há trocas. Vivemos um momento de monólogos fantasiados de diálogos. Vejo essa provocação de Marcelo, trazendo essas questões para as suas obras, como algo muito pertinente para este momento de pandemia, em que estamos mais afastados, e também quando estamos imersos numa polarização política tão grande. Marcelo propõe diálogo, ouvir o outro. Olhando o entrelaçado de suas peças, seja na grande escultura montada, ou no prórpio cartaz que foi se modificando com o passar dos anos, vemos e sentimos que a troca e as possibilidades de conversa são inúmeras. A cada movimento, a cada combinação, uma nova ideia, uma nova reflexão. Menos certezas, mais dúvidas. Num momento em que estamos tão apartados, ou pseudoconectados, Marcelo nos chama para sentar, trocar, pensar”, pontua. 

Para o artista, a quarta edição da mostra encerra um ciclo e dá início a outro, que se relaciona com o momento de pandemia que estamos vivendo. “Nós tivemos que parar, refletir sobre nossas práticas, em cima do que fizemos e do que vamos fazer. E a comunicação foi ruidosa, estávamos sozinhos, convivendo com nossos espantos e nossas dúvidas. Se o mundo da arte é o mundo da dúvida, neste momento temos que conviver com muito mais dúvidas. Cada dia é uma surpresa. Falar só para mim mesmo é uma coisa muito pouco desejada por mim. A arte, a gente faz para a gente, mas a obra pronta se fecha no contato com a outra pessoa. E, nesse momento, essa outra pessoa não existe. Existe um distanciamento. E a Compacto Com Pacto reflete um desejo de tentar minimizar esse distanciamento”, afirma. 

Com o foco no digital e visitas presenciais apenas previamente agendadas, a exposição deverá ser vista principalmente pelos meios online e através da parede de vidro da galeria. Sobre isso, Marcelo comenta a relação, com novas formas de diálogo e com o contexto atual. “Entendo esse momento como uma conversa virtual ou através de uma vitrine. O lugar onde foi feita a intervenção é a entrada, que funciona como uma vitrine. De certa forma, é uma conversa com o momento com que estamos vivendo, a pandemia. Se a conversa com o outro está ruidosa, a saída é falar por onde se fala, protegidos, pelos canais eletrônicos ou através do vidro”, afirma Silveira. “É uma conversa bem introspectiva. Peguei trabalhos individuais que já existem e se comunicam sozinhos e se resolvem sozinhos e os agrupei, criando uma nova interação, uma conversa”, explica. 

Em 2016, a mostra propunha um diálogo entre as obras de Marcelo Silveira, mas também ampliava a conversa, relacionando-as com trabalhos de outros agentes do mundo da arte. Já em 2017, quando teve apoio do Funcultura e rodou entre as cidades de Triunfo e Floresta, no sertão de Pernambuco, a essência da mostra permaneceu sendo a conversa, mas os interlocutores mudaram e passaram a ser as pessoas das duas cidades. Nesse segundo momento, a mostra encontrava novos elementos com os quais dialogar, a tradição local, a comida (que representava a mesa, onde o diálogo sobre diversos assuntos deve acontecer), a música, elementos da cultura local, o povo, dentre outros elementos. Agora, em 2020, Compacto Com Pactovolta à Amparo 60 com mais uma proposta dialógica. 

Sobre a SpotArt[Quebra da Disposição de Texto]Com mesa de serigrafia alocada no salão da Amparo 60, a SpotArt ficou responsável por criar a ligação, a partir de cartazes, entre as quatro mostras do projeto Mirada, da galeria em parceria com artistas locais. A SpotArt realiza edições de obras de arte exclusivas para artistas e instituições e foi criada pelo primeiro marketplace de arte original do Brasil. A SpotArt tem um trabalho de incentivo a jovens colecionadores e de inspiração às pessoas, mostrando que obras múltiplas de edição limitada são uma oportunidade de começar uma coleção de arte e dar personalidade aos ambientes. O acervo da SpotArt fica disponível na plataforma www.ltda.spotart.com.br 

 

SERVIÇO

Compacto Com Pacto, de Marcelo Silveira

Quebra da Disposição de Texto

Curadoria: Mariana Oliveira

Abertura: 10 de novembro de 2020 

Encerramento: 23 de dezembro de 2020 

Horário de visitação: segunda à sexta, das 10h às 18h

Onde: Galeria Amparo 60 – Rua Artur Muniz, 82, salas 13 e 14 – Boa Viagem, Recife 

ENXERTIA

Kildery IARA, O Agora não confabula com a espera (2020), 29,7 x 21 cm

Grupo de 21 artistas e Galeria Amparo 60 lançam o projeto Enxertia

A Enxertia pode ser definida como um método utilizado por especialistas que trabalham com plantas e que consiste na união dos tecidos de duas de espécies diferentes. Enxertia é o nome do projeto capitaneado por um grupo de 21 artistas e pela Galeria Amparo 60, que começa a sair do papel no próximo dia 15 outubro. A ideia é, justamente, permitir o agrupamento de trabalhos e propostas poéticas distintas, numa conversa, numa nova possibilidade de trocas e sobrevivências. 

Foi assim, interessados nessas estratégias de fortalecimento mútuo, que biarritzzz, Caetano Costa, Clara Moreira, Célio Braga, Cristiano Lenhardt, Fefa Lins, Fernando, Augusto, Francisco Baccaro, Iagor Peres, Isabela Stampanoni, Izidorio Cavalcanti, Josafá Neves, José Paulo, Juliana Lapa, Kildery Iara, Lia Letícia, Lourival Cuquinha, Mariana de Matos, Marie Carangi, Ramonn Vieitez e Ramsés Marçal se juntaram para dar corpo ao Enxertia. O nome foi uma sugestão da artista Kildery Iara. As obras passam a ser parte de um enxerto, unem-se umas às outras, formando corpos híbridos que juntos ampliam suas possibilidades de discursos, de sobrevivência, além de compartilhar forças.

Segundo a artista Juliana Lapa, o projeto começou a se desenhar em junho, durante o isolamento social, em conversas com outros artistas e com a galerista Lúcia Costa Santos. Inicialmente, a proposta era criar uma rede de apoio que pudesse garantir um suporte aos artistas durante a pandemia, mas que também gerasse diálogos, trocas, experimentações. Enxertia terminou desenhando-se como uma espécie de exposição virtual, com poéticas de artistas pernambucanos e de outros estados que de algum modo se relacionam com a cena do Pernambuco. A exposição é costurada a partir do olhar apurado da curadora Ariana Nuala e tem uma proposta comercial colaborativa, na qual todos ganham. 

Neste mês, o grupo junto com a Amparo 60 lançam a primeira coleção do projeto serão três até o final do ano com sete conjuntos, cada um contendo o trabalho de três dos 21 artistas. A exposição virtual pode ser conferida nas redes e e-commerce da Amparo 60, no endereço http://loja.amparo60.com.br.  A galeria ficou responsável pela logística comercial. O projeto está sintonizado com todo o trabalho que a Amparo vem desenvolvendo nos últimos meses, apostando em iniciativas que pretendem incentivar os jovens colecionadores e o colecionismo. Os conjuntos serão comercializados por R$ 7.000, sendo o valor dividido igualmente entre todos os artistas, a curadora, a galeria e o Sítio Ágatha (instituição escolhida pelo projeto para apoiar).

A curadora Ariana Nuala se debruçou sobre os trabalhos disponibilizados pelos 21 artistas buscando pontos de convergência e também de divergência, criando uma narrativa e uma primeira junção de obras. “Pensar em enxertia, é pensar em um processo de frutificação, porque ela fala um pouco sobre uma pulsão de vida e morte entre dois corpos que estão em momentos distintos e a reunião desses corpos para criar um corpo híbrido. Ela se dá dentro de uma observação de elementos e se propõe a um agenciamento que é feito por uma criação de tecnologia. Essa criação de tecnologia, enquanto processos de articulação entre corpos, se torna muito importante para a gente refletir sobre um projeto que está pensando o mercado e a venda de obras e como a  gente pode trazer um caráter mais crítico para ele, uma perspectiva de fortalecimento, onde a gente consiga também discutir sobre território. Então, quando Iara traz para mim esse repertório e essa ideia de enxertia, eu acho que coloca a prova todas as nossas relações diante do projeto, a nossa distribuição e como a gente se relaciona entre si e quais são as disponibilidades realmente para uma troca mútua”, explica a curadora. A Força, o gesto, o corpo, o território terminaram desenhando-se como chaves para os diálogos propostos por Ariana.

Nos meses de novembro e dezembro, o grupo deve lançar outras duas novas coleções, cada uma com sete conjuntos, trazendo novas obras ou mesmo novas combinações. Além do lançamento e comercialização dos trabalhos, o grupo pretende movimentar os canais de comunicação digital da Amparo 60 com a proposta de conversas entre os artistas e curadora. 

Bate papo – Arte e memórias arquetípicas. Com a Terapeuta Sistêmica e Consteladora Ana da Fonte e o Artista plástico Bruno Vilela.

No próximo dia 31 de agosto, às 18h30, a Galeria Amparo 60 promove o bate-papo Arte e memórias arquetípicas, sobre a exposição Hermes, de Bruno Vilela, em exibição desde o fim de julho. A galerista Lúcia Santos e o artista vão receber a terapeuta sistêmica e consteladora Ana da Fonte, referência importante no método Hellinger da constelação, que resgata a “Ancestralidade”, tema base da pesquisa de Vilela. Segundo o artista, a relação da arte com a psicanálise será o ponto central da conversa. “Arquétipos, interpretação de sonhos, mitologia e os Deuses são representações de características humanas usadas como bases científicas no tratamento no consultório, explica Vilela”.  O Evento é gratuito e aberto ao público.

HIGHLIGHTS – DEZEMBRO 2017

Bruno Faria

O artista participa da exposição comemorativa de 60 anos do Museu de Arte da Pampulha que fica em cartaz até 4 de março. Bruno apresenta a obra “JK”, que faz parte do acervo do museu.

A nova edição da Revista Select contempla dois trabalhos do artista, ambos expostos no MAC Niterói, “Versão Oficial” e “Introdução à História da Arte Brasileira 1960/90. A exposição “Versão Oficial”, com curadoria de Pablo Léon de La Barra e Raphael Fonseca fica em exibição até 18 de fevereiro.

Francisco Baccaro

O fotógrafo exibiu os trabalhos da série “Rurais”, projeto em parceria com João Miguel Pinheiro, de 5 a 10 de dezembro em Paudalho, e de 12 a 16 de dezembro em Recife no Pátio do Carmo.

Isabela Stampanoni

A artista tem a mostra “Orquestra Fantasia – volume 1” em exibição no Museu Murillo La Greca até 14 de fevereiro. A exposição reúne parte da pesquisa dentro do seu arquivo de trabalhos inacabados e nunca exibidos. São processos paralisados, que sofreram ação do tempo, pequenas modificações e muita improvisação. As obras evocam o som, através de outras artistas citadas nas obras e convidam os curiosos a interagir com objetos e instrumentos sem nome específico, dispostos de forma a serem vistos e/ou tocados no ritmo que desejar. Um vídeo onde a artista percute nenhum instrumento buscando sons e ruídos integra o conjunto das obras.

Paulo Bruscky

O artista lançou o livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica” na Galeria Superfície, projeto realizado pela galeria em parceria com a editora WMF Martins Fontes. A publicação conta com organização de Gustavo Nóbrega, textos históricos escritos por Frederico Morais, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Neide Sá, Frederico Marcos, Anchieta Fernandes e um ensaio do curador e pesquisador Antonio Sergio Bessa. Na ocasião, Paulo Bruscky apresentaou uma performance em comemoração aos 50 anos do movimento. O lançamento contou também com a exibição do filme “Apocalipopótese (Guerra e Paz)”, de 1968, do poeta e documentarista Raymundo Amado, que registrou uma das primeiras exposições do Poema/Processo, no evento proposto pelo crítico Frederico Morais no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

Bruscky também estampa a capa da edição 37 da seLecT, com a obra “O olhar dos críticos de arte” de 1978. Abaixo link com o perfil de Paulo Bruscky publicado na revista em matéria assinada por Márion Strecker.

https://www.select.art.br/paulo-bruscky-o-artista-que-escreve/

Rodrigo Braga

Rodrigo integra a coletiva “Vestidos em Arte – Os Nus nos Acervos Públicos de Curitiba” com a fotografia “Comunhão II, 2016”, em exibição até 25 de março no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba.

 

ORQUESTRA FANTASIA VOLUME 1 – ISABELA STAMPANONI

Isabela Stampanoni apresenta, a partir do dia 14 de dezembro no Museu Murillo La Greca, Orquestra Fantasia – volume 1, mostra que reúne parte da pesquisa dentro do seu arquivo de trabalhos inacabados e nunca exibidos. São processos paralisados, que sofreram ação do tempo, pequenas modificações e muita improvisação. As obras evocam o som, através de outras artistas citadas nas obras e convidam os curiosos a interagir com objetos e instrumentos sem nome específico, dispostos de forma a serem vistos e/ou tocados no ritmo que desejar. Um vídeo onde a artista percute nenhum instrumento buscando sons e ruídos integra o conjunto das obras.  A exposição é resultado da bolsa de incentivo à produção contemplada no Edital de Artes Visuais da Prefeitura do Recife 2014/2015.

Serviço

Museu Murillo La Greca

Abertura : 14 de dezembro de 2017  às 18h

Visitação:  de 15 de dezembro 2017  a 14 de fevereiro 2018

De terça a sexta das 9h às 17h e sábado e domingo das 13h às 17h

Entrada gratuita

HIGHLIGHTS – NOVEMBRO 2017

Alex Flemming

No dia 23 de novembro Alex Flemming inaugurou sua exposição “Gramática do Instante e do Infinito”, em parceria com o artista José Eduardo Agualusa, na Galeria Le Consulat em Lisboa. A mostra, que reúne fotos do instagram do artista, fica em exibição até 20 de janeiro.

Bárbara Wagner

No dia 18 de novembro Bárbara Wagner foi anunciada como ganhadora do Prêmio Pipa 2017 – o mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais – escolhida pelo júri da competição.

Bruno Faria, Francisco Baccaro, Márcio Almeida e Paulo Bruscky

Os artistas participaram do Festival Arte na Usina, de 17 a 25 de novembro na Usina Santa Terezinha em Água Preta – PE, que contou com uma rica programação de exposições, oficinas, palestras, entre outras atividades.

Carlos Mélo

O artista está com a mostra “A Palavra Vista por Dentro” em exibição no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza. Os trabalhos expostos são frutos de uma residência seguida de expedição aos estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará, a fim de pesquisar a polissemia da palavra Cariri. O artista realizou coletas de gestos, imagens e documentos de linguagem indígena do sertão do Nordeste brasileiro que foi silenciada em meados ddo século XX, sobre a tribo que era dividida de acordo com o seu dialeto, e sobre o lugar da presença dos Cariris nas divisas entre os estados. Com os trabalhos desta mostra, Carlos busca responder quais eram as manifestações dos Cariris na paisagem, nas coisas e na identidade de um povo. Quais as grades semânticas, as camadas do tempo e a conformação física do processo, no corpo, e na memória de um povo silenciado.

Francisco Baccaro

O fotógrafo exibiu os trabalhos da série “Rurais” parceria com João Miguel Pinheiro no Festival Arte na Usina, que ocorreu entre os dias 17 e 25 de novembro na Usina Santa Terezinha em Água Preta-PE. A série, que está em itinerância, está sendo exibida no Marco Zero de Caruaru até o dia 3 de dezembro, e será exposta em Paudalho (de 5 a 10 de dezembro) e posteriormente no Pátio do Carmo em Recife (de 12 a 16 de dezembro). Haverá distribuição de catálogos da exposição nos locais de exibição.

Lourival Cuquinha e Rodrigo Braga

Lourival Cuquinha e Rodrigo Braga fazem parte do time de 39 artistas do Brasil e Indonésia que participam da Biennale Jogja XIV Equator #4 que acontece até o dia 10 de dezembro no Jodja National Museum, Yogyakarta.

Paulo Meira

No dia 9 de novembro o artista inaugurou a exposição “Épico Culinário”,  na sala de vídeo do MASC (Museu de Arte de Santa Catarina), com exibição dos curtas:
O Marco Amador – sessão Las Outras, 28’, 2004 ; O Marco Amador – sessão Cursos, 23’, 2006; O Marco Amador – sessão 15 Minutos no Jardim de Alice, 16’, 2009; Épico Culinário – 24’, 2013.

Vanderlei Lopes

No dia 11 de novembro o artista inaugurou a instalação inédita “Domo” na Capela do Morumbi em São Paulo., em exibição até 15 de abril de 2018.

Vanderlei Lopes também inaugurou a sua primeira individual no Nordeste, Espelho, na Amparo 60. A mostra reúne 14 trabalhos realizados com guache, fogo, lápis de cor, e associados ao bronze, e fica em exibição até 20 de janeiro de 2018.

 

VANDERLEI LOPES – ESPELHO

No  dia 23 de novembro, a Galeria Amparo 60 abre a sua última exposição do calendário de 2017. Espelho é a primeira individual do artista paranaense, radicado há 25 anos em São Paulo, Vanderlei Lopes, que passou a fazer parte do casting da galeria este ano. O artista vai apresentar cerca de 20 trabalhos realizados com guache, fogo, lápis de cor, associados ao bronze, numa exposição que ele considera intimista, em relação a outra que acontece ao mesmo tempo em São Paulo.

“Os trabalhos conjugam diversos procedimentos e temporalidades que se articulam no sentido de refletir sobre o contexto e o modo como a obra surge no espaço expositivo”, detalha Vanderlei Lopes. A produção apresentada no Recife teve como ponto inicial sua relação estrangeira com o local. Os espelhamentos da cidade e seus canais produzem uma outra cidade, refletida. São trabalhos que apresentam situações alteradas, um tanto domésticas, mas que lidam com a ideia de percepção de si mesmo e do outro. A ideia do “outro” produzida pelos reflexos se apresenta nos procedimentos e materiais utilizados nas pesquisas do artista. Ao devolver características de papel ou tecido ao objeto fundido em bronze, Vanderlei Lopes deseja problematizar questões de percepção, transformação e produzir atrito entre perpetuação e transitoriedade, tradição e formação cultural.

“Na mostra, os objetos ou situações do cotidiano, transformados, sobretudo a partir de processos de fundição, são dispostos frente a frente, duplicados, justapostos ou emparelhados. Tais encontros atritam-se, apagam-se ou revelam-se reciprocamente, de modo a produzir visibilidade a partir do que não está à vista, por meio de espelhamentos entre matérias e simbologias, duplicações ou inversões”, explica o artista.

SERVIÇO
Espelho
Artista: Vanderlei Lopes
Abertura 23 de novembro de 2017, a partir das 19h – Só para convidados
Visitação de 24 de novembro a 20 de janeiro de 2018.
Terça a sexta, das 10h às 19h.
Sábados das 11h às 17h.
Galeria Amparo 60 Califórnia
Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14
Boa Viagem, Recife – PE
+55 81 3033.6060

Apoio:
Borsoi Café Clube, Campo da Serra, FacForm e Móbile Studio

VANDERLEI LOPES – DOMO

O Museu da Cidade de São Paulo inaugura na Capela do Morumbi no dia 11 de novembro de 2017, sábado, às 11 horas, a instalação inédita “Domo” do artista Vanderlei Lopes.

O trabalho apresenta um domo e sua torre, com diâmetro de 4 metros por 9,5 metros de comprimento, pesando 5 toneladas. Tombado no chão em diagonal no interior da sala principal da capela, foi construído em barro, madeira e ferro. Na sala lateral, duas mesas apresentam anotações e reflexões em papéis diversos, fundidos em bronze e pintados com guache, grafite e lápis de cor. Trata-se de uma inversão em que “grande obra” surge de modo ambíguo, tombada como ruína, enquanto sobre as mesas, os esboços de caráter diverso são apresentados perpetuados em bronze.

Domo é uma estrutura de teto presente em diversas culturas. Esse elemento arquitetônico confere solenidade, poder e importância às construções que encima. Sua relação com as “esferas celestes” acrescenta dimensões sagradas a essas edificações. Para a construção de “Domo”, Vanderlei criou uma base de doze faces, número que remete ao ideal de perfeição e às diversas formas de estruturação, adotadas pela humanidade para organização do tempo como, por exemplo, as doze horas do relógio, do dia ou da noite, doze meses do ano etc.

O “Domo” da Capela do Morumbi é uma escultura de fragmento arquitetônico ideal. Foi construído a partir de elementos baseados em tipologias gótico/renascentistas. A escolha dos materiais tem o intuito de produzir fricção entre o imaginário solene que o domo evoca, e um repertório arcaico, terreno, a que o barro remete.

Construído em escala monumental e tombado no chão como uma ruína, ele preenche o interior da capela. Sua tipologia renascentista alude a um período permeado por certo otimismo. A cultura se volta para a antiguidade afim de olhar um homem mais engenhoso e a ciência valorizada deixa para trás uma era dominada, sobretudo, pelo obscurantismo religioso.

Originária de um tempo mais recente, a Capela foi construída por Gregori Warchavchik, no final dos anos 1940, sobre ruínas em taipa de pilão, típico modo de construção colonial predominante entre os séculos XVI e XVIII. Como numa cronologia reversa, o trabalho de Vanderlei Lopes produz uma colisão espaço-temporal que, à medida que o visitante adentra a capela, promove um encontro com um passado precioso, ainda mais longínquo.

“É como se a capela estivesse impregnada de um passado que, alheio a ela, se apresenta como um presente”, declara o artista. Nesse sentido, “Domo” articula, por meio desse fragmento arquitetônico, uma reflexão sobre a formação cultural, a tradição e suas relações com a fugacidade contemporânea.

SERVIÇO

Exposição: “Domo”, de Vanderlei Lopes
Abertura: sábado, dia 11 de novembro de 2017, às 11 horas
Período expositivo: de 11 de novembro de 2017 a 15 de abril de 2018


Local: Capela do Morumbi
Av. Morumbi, 5.387 – Morumbi
São Paulo – SP – CEP 05650-001
Telefone: (11) 3772 4301
e-mail: [email protected]p.gov.br
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h
Entrada franca

HIGHLIGHTS – OUTUBRO 2017

Alex Flemming

O artista inaugurou no dia 28 de outubro a sua mostra Intervalo Contemporâneo na Fundação Ema Klabin em São Paulo, com a instalação Anaconda (apropriação artística de um conjunto de treze tapetes persas). Em exibição até o dia 17 de dezembro.

Bárbara Wagner e Cristiano Lenhardt

De 3 de outubro a 14 de janeiro acontece o 20° Festival de Arte Contemporânea SESC VIDEOBRASIL, no SESC Pompéia. Participam da exposição “Convivência” os artistas Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, com o vídeo “Faz que vai”, e Cristiano Lenhardt com a instalação “Pau-Bonito”.

Bruno Faria

Dia 21 de outubro o artista inaugurou a mostra “Versão Oficial”, com curadoria de Pablo León de La Barra e Raphael Fonseca, no MAC Niterói. Nesta exposição Bruno apresenta os trabalhos “Introdução à Historia da Arte Brasileira 1960/90”, Instalação, 2015 (conjunto de discos cujas capas foram feitas por artistas brasileiros, relacionando design, artes visuais e censura, visto que muitos dos vinis foram censurados durante a ditadura), e “Versão Oficial”, 2017 (trabalho que parte de um fato histórico: a artista Regina Vater, em 1968, foi convidada para realizar a capa do disco Tropicália ou Panis ET Circensis – de Caetano, Gal, Gilberto Gil, entre outros.  Esta capa, porém, não foi publicada e a versão de Rubens Gerchman foi a que ficou conhecida. Para a criação da obra, Bruno solicitou a colaboração de Regina que refez o desenho, já que o mesmo se perdeu – a artista o viu pela última vez, em 1972, emoldurado na parede da gravadora Philips). A mostra fica em exibição até 18 de fevereiro.

Bruno também participa da mostra coletiva “Ready Made in Brasil”, com curadoria de Daniel Rangel, com a obra “Candangos”, 2016. Em exibição até 28 de janeiro no Espaço Cultural FIESP, em São Paulo.

Daniel Santiago, Gil Vicente e Marcelo Silveira

Após temporada em Petrolina, a mostra coletiva Caleidoscópio chegou em Garanhuns dia 20 de outubro.  Um conjunto de obras, representando os artistas que despontaram em diferentes períodos (décadas de 60, 70 e 80, respectivamente) e que possuem diferentes poéticas, encontram pontos de convergência e dialogam entre si. A mostra, que tem curadoria de Joana D’Arc Lima, fica em exibição até o dia 15 de dezembro no SESC Garanhuns.

Hildebrando de Castro

De 19 de outubro a 2 de dezembro o artista apresenta a individual “HKMA” na galeria Lurixs, no Rio de Janeiro.

José Patrício

Últimas semanas de exibição da mostra Explosão Fixa no Instituto Ling, em Porto Alegre. A exposição, que tem curadoria de Eder Chiodetto, apresenta dezenove obras que perpassam os 40 anos de carreira artística do pernambucano, e fica em cartaz até o dia 18 de novembro.

José Rufino

O artista apresenta a obra “Opera Hominum” na Bienal de Curitiba, em mostra com curadoria de Leonor Amarante. O trabalho consiste em monotipias de mãos de 70 ex-operários da Usina Santa Teresinha, Pernambuco, sobre folhas de pagamento da própria usina. A Bienal acontece no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba até o dia 27 de fevereiro de 2018.

Rufino também integra a coletiva “As Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1817/2017” na Galeria Massangana, Fundação Joaquim Nabuco. A exposição com curadoria de Moacir dos Anjos e José Luiz Passos fica em exibição até o dia 3 de dezembro.

Kilian Glasner

O Artista inaugurou a mostra “Natureza Incontornável” dia 24 de outubro na Galeria Lume, em São Paulo. Na mostra, Kilian expõe 15 trabalhos concebidos depois de um retiro de quatro meses na região da Chapada Diamantina, na Bahia, e além dos desenhos, um vídeo que reúne fragmentos de suas incursões. Com curadoria de Paulo Kassab Jr, a mostra fica em exibição até o dia 25 de novembro.

Lourival Cuquinha

O artista tem o trabalho “Gabirú no Norte Massa (After Beto Normal)” – Projeto de Arte Financeira, 2015, participando  da mostra coletiva “As Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1817/2017” na Galeria Massangana, Fundação Joaquim Nabuco, em exibição até o dia 3 de dezembro.

Martinho Patrício

Inaugurada no dia 20 de outubro, a mostra Expansão do artista Martinho Patrício apresenta trabalhos (desenhos, pinturas, fotografias e objetos) que discutem questões como deslocamento, território e construção com base nas necessidades das pessoas em seus ambientes de convívío e trabalho. A exposição fica em exibição até o dia 17 de novembro no Casarão 34, em João Pessoa.

Paulo Bruscky

Paulo participa do projeto “L’oeil écoute” (o olho escuta), no Centre Pompidou, Paris, com mostra que propõe reflexão sobre arte moderna através do diálogo entre obras do acervo permanente e de artistas convidados. O artista apresenta um recorte panorâmico de sua produção desde o final dos anos 60, incluindo poemas/processo, filmes de artista, poesia sonora/audio arte, classificados, arte correio, poesia visual, projetos conceituais, entre outros. Parte dos trabalhos expostos será incorporada ao acervo da instituição francesa.

O artista também participa da  Galeria Superfície tem o prazer de apresentar a exposição 50 anos Poema/Processo: uma vanguarda semiológica. A mostra rememora as primeiras exposições e manifestações artísticas do movimento, iniciadas em dezembro de 1967, inauguradas simultaneamente em Natal (RN), e Rio de Janeiro (RJ). Ocasião em que o grupo lançará seu manifesto e suas proposições, contando com artistas dos estados de Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Pernambuco.

Paulo Meira

O artista apresenta o vídeo “Amor de Mascate – Drama de Alfaiate” (A.M.D.A.) na Galeria Ruy Meira, Casa das Artes, em Belém do Pará. Um homem costura centenas de cabeças de peixe na confecção de uma corda. Outro homem, que nunca tem o rosto revelado, transporta cabeças de peixe em uma mala. Uma voz feminina tenta memorizar, citando nomes das ilhas que compõe a cidade de Belém. O eixo narrativo do vídeo A. M. D. A. é composto por costuras de acontecimentos, de tempos, de personagens e paisagens. Estas costuras são realizadas hora pelo desenho de som, hora pelos movimentos de câmera, por vezes circulares e sempre em movimento e pelas conexões surgidas entre as performances. Tempos e espaços distintos escorrem entre si como “água”, por vezes em frágeis conexões. Máquina de repetição e diferença, costura de memória, de solenes e patéticas tentativas de evitar esquecimentos…

HIGHLIGHTS – SETEMBRO 2017

Bárbara Wagner

No dia 20 de setembro foi inaugurada no Instituto Moreira Sales, em São Paulo, a mostra coletiva ‘Corpo a Corpo’, com curadoria de Thyago Nogueira e Valentina Tong, e participação dos artistas Bárbara Wagner, Garapa, Jonathas de Andrade, Letícia Ramos, Mídia Ninja e Sofia Borges. Em exibição até o dia 30 de dezembro.

A artista participa com o Benjamin de Búrca do 35º Panorama da Arte Brasileira, Brasil por multiplicação, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com curadoria de Luiz Camillo Osório. A mostra também conta com a participação de José Rufino, Lourival Cuquinha, Marcelo Silveira, e outros artistas.

Bruno Faria

O artista participou da exposição coletiva “A Invenção da Praia: Cassino” no IED Rio – Instituto Europeo di Design, com curadoria de Paula Alzugara, entre os dias 9 e 16 de setembro. A mostra foi um projeto de arte, memória, ficção e arqueologia. A glória e a ruína do antigo Cassino da Urca se fazem visíveis na forma de espectros e reinvencões, em trabalhos de 12 artistas contemporâneos.

Bruno Vilela

O artista participa da mostra da sexta edição do prêmio Marcantonio Vilaça, no MuBE em São Paulo, que vai até o dia 1 de outubro.

Carlos Mélo

Inaugurada no dia 14 de setembro, ‘Menino Perdido’, exposição do artista visual Carlos Mélo na Galeria Archidy Picado do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, tem visitação até o dia 22 de outubro.

Célio Braga

No dia 10 de setembro o artista abriu a sua mostra individual “White Blur” na Galeria Phoebus Rotterdam que fica em exibição até 15 de outubro.

Gilvan Barreto

No dia 19 de setembro foi inaugurada a mostra do Prêmio Pierre Verger no Palacete das Artes em Salvador. O fotógrafo pernambucano participa da mostra com a série “Postcards from Brazil”.

O artista também tem a série exposta na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, na exposição “Natureza Concreta”, que discute e aprofunda um tema de interesse permanente na arte, na ciência e na filosofia: as relações dos seres humanos com a natureza e o mundo que os cerca. Entre fotografias, vídeos e instalações em formatos variados, estão sendo apresentadas 94 obras de 17 artistas e grupos brasileiros. Em exibição até o dia 12 de novembro.

José Patrício

A mostra Precisão e Acaso, no Museu do Estado de Pernambuco, com curadoria de Felipe Scovino, teve seu período expositivo estendido e permanece em exibição até o dia 8 de outubro.

José Rufino

O artista apresenta a obra “Opera Hominum” na Bienal de Curitiba, em mostra com curadoria de Leonor Amarante. O trabalho consiste em monotipias de mãos de 70 ex-operários da Usina Santa Teresinha, Pernambuco, sobre folhas de pagamento da própria usina. A Bienal acontece no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba até o dia 27 de fevereiro de 2018.

Márcio Almeida

O artista participa da mostra “Dura lex, sed lex”, que foi inaugurada no dia 2 de setembro no Centro Cultural Parque da Espanha (CCPE), integrando a Bienalsur, em Rosário na Argentina. A exposição, que tem curadoria de Juliana Gontijo e Raphael Fonseca, reúne trinta artistas provenientes de diferentes países da America Latina, onde o pernambucano apresenta o trabalho “The Noble Experience” (garrafas de aguardente artesanal produzidas em penitenciárias e cadeias públicas do Recife), e questiona a relação entre arte, criminologia e legalidade.

Paulo Bruscky

O artista teve a exposição Xerografia: Arte Postal no Brasil, 1970-1990, inaugurada na Robert and Karen Hoehn Family Galleries na Universidade de San Diego, a mostra vai até o dia 16 de dezembro.

Paulo Bruscky participa da exposição coletiva Take Me (I’m Yours), em Buenos Aires, no Museo Nacional de Arte Decorativo, com curadoria de Christian Boltanski e Hans Ulrich Obrist. A mostra, que integra a programação da Bienalsur, conta com a participação de Yoko Ono, Lawrence Weiner, Artur Barrio, Daniel Spoerri, Alison Knowles, Gilbert & George, Félix González Torres, Luis Camnitzer e muitos outros.

Ramonn Vieitez

O artista encerrou sua residência artística “No Lugar” em Quito, Equador, expondo os trabalhos resultado da pesquisa realizada entre agosto e setembro no open studio da instituição.

 

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