15 artistas

Recife Original Style

Saiba mais
  • Data

    12/03/26

  • Artistas

    Ana Neves, Clara Moreira, Cristiano Lenhardt, Diogum, Fefa Lins, Marcelo Silveira, Ramsés Marçal, Mauricio Castro, Wilson Carneiro da Cunha, Aggripina R. Manhattan, Carolina Drahomiro, C. Paschoal, Régi José, Stefane Rossiter, Vitória Vatroi

  • Curadoria

    Aslan Cabral

“A diversidade de agentes, suportes e simbologias reunidas nessa mostra foi pensada para embarcarmos você em uma navegação intensa sobre identidades e horizontes criativos desse fascinante e contraditório território que habitamos, Recife.

Longe de querer dizer que existe um único “jeitinho recifense”, o que apresentamos aqui é uma proposta curatorial transversal, que parte de uma única certeza: de que o tempo, em suas dimensões física e filosófica, nunca passa de forma neutra e a consolidação de determinadas narrativas, cristalizadas em alguns recortes e personagens tomados como referência de nossa identidade, persistem menos por fluxo “natural” ou autenticidade real e mais por manutenções sistêmicas, muitas vezes institucionais, que aproximam e distanciam gerações e interesses…

Além da diversidade cultural desse encontro em forma de mostra coletiva que abre o ano expositivo da Amparo 60, outro ponto primordial da navegação que estamos te conduzindo aqui é a sugestão de uma terapia, acordo coletivo a fim de superar qualquer retórica que se baseia nas falácias fantasmagóricas dos jargões superlativos e dos rankings ilusórios, onde Recife insiste em imperar como uma cidade que possui os “maiores” atrativos, as linhas retas mais longas ou que merece ser conhecida como a “melhor do mundo” em algum aspecto… até porque não somente habitantes, mas também visitantes desta imperfeita e paradoxal capital têm percebido o que acontece quando tais números e extensões, como as supostas maiores linhas retas do mundo, entre outros superlativos infundados, se inscrevem como paisagem real no espaço urbano…

Se esta exposição assume a intenção de uma navegação é porque faz referência aos barquinhos iluminados que flutuam no rio Capibaribe, revelando constantemente novas e complexas perspectivas sobre nossa cidade. Sua abertura no aniversário de Recife e Olinda funciona como um pequeno porto simbólico, ancorando na capacidade de reinventar continuamente nossa própria força, amor e consciência a partir da cultura.

Um momento especial para afirmar nossa cadeia cultural como dimensão decisiva nas disputas simbólicas que atravessam nossa história. Recife, a Amparo 60, todos os artistas reunidos, todos os visitantes, consumidores e colecionadores aqui reconhecidos como parte fundamental de nossa maior riqueza.

Recife, nem maior nem melhor, mas sempre profundamente autêntica e original.

 

Aslan Cabral

Imagens

Conheça também

Ver todas

Recife Original Style

15 artistas

12/03/26

Explore

C

Marlan Cotrim

27/11/25 29/01/26

Explore